Quatro leões em destaque na selecção

Não eram esperadas grandes dificuldades para levar de vencida selecção luxemburguesa, mas desde aquele jogo com o Chipre (4-4), fico sempre com o pé atrás. Gostei do onze inicial, sem invenções, mas há sempre aquele pormenor que não gosto. Sei que era um jogo amigável, onde se deve ver vários jogadores, mas epah, aquele Danny, não gosto do rapaz, não consigo. E depois vejo Nani no banco. Siga para bingo. Segunda parte de grande nível, muitas oportunidades, com as melhores jogadas a começarem nos pés dos laterais. A selecção está com os adeptos, e os adeptos voltaram a estar com a selecção. Acredito no apuramento, mas um passo de cada vez. Agora venha o Chipre. Como não podia deixar de ser, a minha humilde análise aos jogadores do Sporting, todos eles titulares:

Rui Patricio – Não gostei de uma coisa: o nº 12. Ele tem de ser o 1, tal como a importância que tem na posição, de caras o melhor guarda-redes português da actualidade (pareço o Futre eheheh). Muito seguro, saiu quando foi preciso e ainda fez uma defesa bastante complicada no final do jogo. Vai ser titular no jogo frente ao Chipre

João Pereira – Um jogo à João Pereira, ou seja, virado para o ataque. Excelentes iniciativas pelo flanco direito, fez a assistência para o golo de Coentrão. Por vezes é criticado no Sporting por defender mal, mas hoje não se notou. Porquê? É diferente ter uma dupla Bruno Alves/Ricardo Carvalho e Carriço/Rodriguez. Para quem não percebeu, quero dizer que as deficiências defensivas que o João por vezes apresenta podem ser “tapadas” quando tem atrás excelentes centrais.

André Santos – Quem diria que é apenas a sua segunda internacionalização! O melhor médio em campo, recuperou bolas e distribuiu bolas com a classe e qualidade que lhe reconhecemos. E ainda tentou a meia distância, num estádio onde já foi feliz. A reclamar um lugar no onze da selecção, sem dúvida.

Hélder Postiga – No Sporting é o meu ódio de estimação, mas quando comento jogos da selecção acabo sempre por elogiá-lo. É verdade que esteve pouco em jogo, mas na única oportunidade de que dispôs atirou para dentro da baliza num chapéu pleno de classe. Se no Sporting fosses assim…

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