Paulo Sérgio


Quem segue com frequência as conferências de imprensa de Paulo Sérgio, denota claramente que o treinador do Sporting tenta ao máximo fugir do tema “transferências”. Há umas semanas para cá, tenho observado um Paulo Sérgio muito mais ríspido nas respostas: “só interessa os que cá estão” e “não me vou fazer de coitadinho” têm sido frases constantes no discurso do alentejano.

Confesso que não vou “muito à bola” com Paulo Sérgio, mas também temos de compreender o lado do treinador: sem jogadores, que poderá fazer? Um dos primeiros desejos desde a sua chegada foi um pinheiro. Onde está? Ainda na floresta, à espera que seja cortado. Pediu dois jogadores para as alas, chegaram Valdes (que se tem afirmado como “10”) e Salomão, que tem alternado a bancada com o banco. Pediu um médio defensivo com estampa física, um pilar: nem velo.

Avança hoje o Correio da Manhã que Paulo Sérgio ficou extremamente irritado com a lesão de Postiga. Com razão. Um jogador que durante toda a semana esteve inapto, chega à hora do jogo em condições? Sim, mas tem de sair aos 8 minutos.

Com este texto não procuro defender Paulo Sérgio, mas sim abrir os olhos a todos os sportinguistas que a culpa não é só do treinador, mas também do gabinete médico, da direcção, dos adeptos (sim, alguns vão ao estádio mesmo só para mandar abaixo), etc.


Exijo uma segunda volta de alto nível, se possível que cheguem os reforços esperados, que Alvalade volte a encher, e, principalmente, que o amor ao Sporting se torne cada vez mais 4EVER!

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