Vuk: «Deixem-me em paz»




Quase toda a imprensa nacional, refere hoje, como era de prever, as declarações de Vukcevic, logo após o final do jogo com a Naval, ontem à noite.
Confesso que ao ouvir as declarações do jogador, na antena1, fiquei um pouco confuso. As análises efectuadas pelos comentadores da estação, mais propriamente por Joaquim Rita, traziam a ideiam que Vukcevic estava a pedir aos adeptos para o deixarem em paz, acusando-o de ser um menino mimado, incapaz de aceitar a crítica (o que me deixou ainda mais confuso, pois não vi qualquer adepto assobiar o Vuk, ontem no estádio).
Mais tarde, e ao ver na integra as declarações do número 10, tirei as minhas próprias conclusões. Afinal de contas, o jogador estava a referir-se, como é claro, à comunicação social, e não aos adeptos. Esta, que dia sim, dia não, coloca o jogador do Sporting nas bocas do mundo. Quando não é para o acusar de ser demasiado agarrado à bola, individualista, ou conflituoso, é para o associar a um clube qualquer (Porto, Bolton, Espanhol).
É um facto que Vuk, por vezes, joga apenas para si, mas ontem ficou bem patente, mais uma vez, que o montenegrino quando entra em campo dá tudo por tudo para ajudar o Sporting. O médio, que até acabou por ser determinante para a vitória do nosso clube. Num jogo muito fraco pela parte do Sporting, registo apenas para os golos, na segunda parte, o primeiro, que nasce de um livre apontado por Vukcevic, e o segundo, um golo de encher o olho, de Liedson.
Na realidade, já está na altura da comunicação social, deixar de fazer, de Vukcevic, bode expiatório, e deixar o jogador evoluir em paz (pois este tem margem de progressão a meu ver). Não será que é para estas ocasiões que existe Nuno Dias, director de comunicação do Sporting? Ou são os jogadores que têm, de se proteger sozinhos dos “abutres” dos media? Será que se fosse noutros clubes já não teriam protegido o jogador, presidente, vices, ou algum director?

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